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Escola Nacional de Circo Luiz Olimecha

Um novo espaço para novas acrobacias

Como tudo se iniciou

A proposta de intervenção e reforma na edificação da Escola Nacional de Circo Luiz Olimecha surge em conjunto com o nosso projeto para o Masterplan no terreno da Estação Barão de Mauá. Somos também responsáveis pelo projeto de restauração e novos usos para a Estação, que nascem articulados com a proposta de ocupação do terreno e espaços do entorno, como a Escola Nacional de Circo.


A Estação e seu terreno

No projeto de restauração e novos usos para a Estação, nossa proposta é a ocupação de sua parte superior com usos educacionais ligados ao Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), com a implantação do primeiro curso técnico de artes do Brasil. Já no seu pavimento térreo, nossa proposta mantém o espaço franqueado ao público, com usos comerciais (mercado gastronômico) e culturais (ligados a IFRJ). 


A combinação destes usos na Estação estabelece uma relação direta com a Escola Nacional de Circo, com a nova Fábrica do Samba (em construção no terreno) e com os usos propostos no masterplan: 1800 unidades residenciais, um parque (arqueológico) de 20mil m2 – local onde se localizam as ruinas do antigo Matadouro da Família Real - um centro comercial com salas de escritório e ainda diversas atividades ao rés do chão, sob as edificações (comércio, usos institucionais, culturais etc.), caracterizando a área como prioritária para pedestres. 


A Estação e seu terreno

Desta forma, será possível caminhar entre os espaços e as edificações do terreno, como por exemplo da Estação até a Escola Nacional de Circo, criando uma dinâmica interna de circulação que vai garantir desenvolvimento econômico, cultural, social e segurança na região. 


A nova Escola Nacional de Circo

A intervenção para a Escola surge a partir do novo acesso que propomos para o terreno da Estação Barão de Mauá, conectando o novo Parque Arqueológico à Avenida Oswaldo Aranha (ou Radial Oeste). A partir desta decisão projetual, passamos a analisar a arquitetura atual da Escola e entender de que forma sua espacialidade poderia contribuir para o masterplan proposto. Após visitas e conversas com a equipe da Escola, desenvolvemos um estudo que contempla a ampliação do bloco de aulas e uma nova configuração para a área do circo, estabelecendo uma fachada viva voltada para a nova entrada do futuro Parque Arqueológico, transformando o espaço em uma estrutura multifuncional que abriga aulas, ensaios e espetáculos abertos para o público em geral.


A proposta para Escola se baseia em cinco pontos:


1_Escola Nacional de Circo como um equipamento multifuncional

Transformar, adaptar e integrar a área do Circo e do Bloco de Aulas para eventos internos e externos, com capacidade para um número maior e mais diverso de participantes, platéia e alunos. A intervenção proposta para o Circo transforma esse espaço em uma arena cultural (1320 lugares), uma tipologia híbrida com múltiplas funções para além da prática acadêmica e do espetáculo no picadeiro: abriga, sob as arquibancadas, diversos usos de suporte como camarins, academia de ginástica, serviço médico, sanitários etc. O Bloco de Aulas tem seus usos internos reorganizados e ampliados, concentrando atividades de maior número de alunos ao longo do dia no pavimento térreo, como auditório, sala multiuso e biblioteca/midiateca e, nos andares superiores, salas de aula, administração e refeitório.


2_ Acessibilidade

Tanto o Bloco de Aulas quanto o Circo se tornam acessíveis em todos os seus níveis e espaços, garantindo um público maior e mais diverso. A criação do Eixo central ao longo da Escola, garante uma acessibilidade ininterrupta as duas edificações.


3_Eixo central, pátio e galerias superiores

A reconfiguração espacial do Bloco de Aulas transforma o pátio interno em local de permanência (com a biblioteca, sala multiuso e auditório (100 lugares) se abrindo para esse espaço) e, ao mesmo tempo, eixo de circulação que interliga o atual acesso principal ao picadeiro do Circo, sem interrupção. Tal qual uma passarela contínua, esse espaço poderá ser utilizado de múltiplas formas pelos alunos que poderão assistir/participar não só no rés do chão como também nos níveis superiores a partir das circulações/galerias dispostas ao redor do vão central do pátio. Uma configuração que em muito lembra o Teatro Oficina, projeto da arquiteta Lina Bo Bardi. No segundo pavimento, estão as salas de aula que se articulam com o segundo nível do espaço do Circo e com a entrada do auditório/sala multiuso, configurando uma unidade programática e espacial. O terceiro pavimento abriga a administração e refeitório/café/copa, voltados para o terraço verde, uma área de estar e convivência com vista para a região.


4_Incorporação do patrimônio histórico

Junto ao Circo se encontra o pórtico do antigo Matadouro da Família Real que, em nossa proposta, é incorporado a nova arquitetura como um dos seus acessos, conferindo a este elemento sua função original que, desde a demolição do Matadouro, era somente alegórico, desconectado da paisagem urbana da região.


5_Terraço verde: para encontros, leitura, conversas, cultivo

Na cobertura do Bloco de Aulas, colocamos dois espaços que possuem usos complementares: o refeitório e o jardim. A ideia é que o espaço de refeição seja também uma cafeteria e uma copa, que possa ser utilizado durante todo o dia. Um espaço para o encontro, leitura, pesquisa, conversas... e se some aos jardins externos como área de estar, contemplação e cultivo (de hortaliças, frutas, leguminosas), tal qual uma agrofloresta.



Cliente: Escola Nacional de Circo Luiz Olimecha (Proposta apresentada)

Data: 2026

Área: Construção nova (Circo): 2770m2 / Lona tensionada: 2.000m2; Reforma e ampliação (Bloco de aulas): 1.900m2 / Cobertura metálica: 1.720m2

Equipe: Rodrigo Azevedo, Pedro Maia; Luana (assistente)



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