Um museu imersivo sobre a cidade do Rio de Janeiro no século XIX
A proposta de intervenção e restauro da edificação da Casa de Banhos consiste na criação de um museu que retrate a cidade do Rio de Janeiro, em especial o bairro do Caju e seus arredores, no período em que Dom João VI se banhou nas águas da Baia de Guanabara (1817). Será estabelecido um recorte temporal deste período através de uma exposição imersiva, com vídeos, áudios e interação digital, que mostre como era a região do Caju, a Baia de Guanabara e trechos da cidade que exemplifiquem as condições econômicas, politicas, culturais e sociais na cidade do Rio de Janeiro deste período. Também será parte da exposição as relações diplomáticas com outros países do mundo, principalmente com Portugal. A exposição contará com paisagens recriadas com o uso de IA e utilização de imagens e objetos de acervo do período.
Uma torre-mirante que liga o passado ao presente
Após a imersão no Rio de Janeiro do início do século XIX visitando os espaços da Casa de Banhos, o visitante segue por um percurso que o leva a uma torre-mirante, uma escadaria e um elevador, sem comunicação visual ou sonora com o entorno, que o transporta para uma plataforma a +40m de altura, onde aí a paisagem do Caju e da Baia de Guanabara se descortina aos seus olhos. Através deste percurso hermético, o visitante terá uma experiência temporal e sensorial do Rio desde Dom João VI até os dias atuais. Um entendimento completo da evolução da nossa paisagem urbana.
Um parque aquático que simula a Baia de Guanabara do século XIX e proporciona lazer para mais de 20mil pessoas
Um parque aquático de cerca de 10.000m2. Um população residente de cerca de 20mil pessoas. Um museu no meio disso tudo... Nossa proposta é aprofundar a experiência do visitante ao Museu Casa de Banhos Dom João VI e criar um parque aquático – um simulacro da Baia de Guanabara do século XIX – com água salgada, areia e muitos cajueiros e coqueiros para o lazer da população local e visitantes. A região não possui áreas de lazer de qualidade e o banho na Baia de Guanabara, nesta região, não é recomendável. Desta forma, através do lazer, estendemos a experiência de Dom João VI para a população em pelo século XXI. Apresentamos o novo Parque aquático do Caju.
Expansão do Museu Casa de Banhos Dom João VI
Dividimos as intervenções na Casa de Banhos Dom João VI em duas fases: a primeira, já explicitada nos slides anteriores, contempla a restauração e adequação da Casa de Banhos, desenvolvimento e montagem exposição, construção da torre-mirante e execução do parque aquático do Caju. Já a segunda fase, contempla a desapropriação de dois imóveis lindeiros a Casa de Banhos (já existentes desde antes da década de 1940), sua reforma e adequação e a construção de uma sala multiuso que contemple apresentações de teatro, música, cinemateca, palestras, cursos, etc.
Dividimos em Área 1 e 2 os lotes a serem desapropriados, conformando e consolidando uma área ideal para o funcionamento do Museu Casa de Banhos Dom João VI. Na Área 1, será construído a sala multiuso (com cerca de 450m2) e a edificação existente será restaurada e adequada para abrigar uma extensão do programa do Museu. Na Área 2, a construção existente será restaurada e adequada para abrigar atividades comerciais de suporte ao Parque aquático do Caju e ao Museu.
Em 2027 se comemora 210 anos da Casa de Banhos.
Museu Casa de Banhos D. João VI
Local: Bairro do Cajú, área portuária, Rio de Janeiro
Área: Casa de Banho + Anexos: 1.400m2 / Parque: 10.000m2
Data: 2026
Equipe: Pedro Maia, Italo (assistente)