Uma série de intervenções começa a transformar pontos centrais da cidade de Mesquita, na Baixada Fluminense. O projeto Mesquita do Amanhã propõe uma mudança estrutural com foco na redução do movimento pendular, um fenômeno que leva diariamente milhares de moradores a se deslocarem para outros municípios em busca de trabalho, estudo e lazer.
As propostas estão organizadas em três áreas estratégicas da cidade, nos bairros Rocha Sobrinho, Chatuba e Centro, e articulam ações nas áreas de educação, cultura, esporte e lazer. Entre os principais projetos previstos estão a reformulação do centro da cidade, o Parque Sarapuí, a Vila Olímpica de Mesquita, o Centro de Lutas, a Escola de Games e a Casa do Saber, que abrigará um centro de formação de professores.
A prefeitura calcula que o investimento total do projeto será de R$ 350 milhões, em quatro anos de execução. Os primeiros equipamentos a serem entregues, em abril, são o Centro de Lutas e o Circo Cultural Rocha Miranda.
Com cerca de 170 mil habitantes, segundo dados do IBGE (Censo 2022), Mesquita sofre os impactos de um modelo urbano concentrador. Entre as consequências estão o enfraquecimento da economia local e a redução do tempo disponível para lazer.
— Quando distribuídos de maneira estratégica, os equipamentos públicos passam a funcionar como polos de atração de uma variedade de pessoas, garantindo não só uma oferta de serviços com mais qualidade como também o fortalecimento da economia local. Por serem implantados próximos a modais de transportes, os novos equipamentos atendem não só ao público local como também de municípios vizinhos, garantindo uma escala metropolitana a intervenção. Mais pessoas passam a vir a Mesquita, menos pessoas saem — afirma Rodrigo Azevedo, do escritório AAA_Azevedo Agência de Arquitetura, responsável pelo desenvolvimento do projeto Mesquita do Amanhã.
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Publicado no jornal Extra, dia 10/03/2026. Clica aqui para ver a reportagem.